Às 9h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira (27), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada baixa de 4,50 pontos e 0,98%, cotado a US$ cents 453,00/bushel; o de setembro caía 3,75 pontos e 0,81%, a US$ cents 460,50/bushel.
Ontem (26), o vencimento de julho caiu 1,24%, a US$ cents 457,50/bushel, e o de setembro cedeu 1,17%, a US$ cents 464,25/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo acelerado ritmo de plantio da safra 2026/27 no Corn Belt e pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.
Levantamento realizado até domingo (24) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que a semeadura alcançou 86% da área estimada, ritmo em linha com o registrado em igual altura do ciclo anterior, mas à frente da média dos últimos cinco anos (83%). Ademais, 60% da área já atingiu a fase de emergência, ante 65% na temporada anterior e 58% na média plurianual.
O mercado segue repercutindo também as inspeções de milho para exportação, que somaram 1,582 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, dentro das projeções dos analistas, que iam de 1,100 a 1,700 milhão de toneladas. O volume é 13,0% superior ao registrado na semana anterior e 11,5% acima do embarcado em igual período do ano passado.
No radar, a perspectiva de ampla oferta na América do Sul, com o Brasil devendo dar início em breve à colheita da safra de inverno. Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 perdeu intensidade nas últimas semanas em virtude da priorização da soja, mas a expectativa é de uma safra recorde, que deve alcançar no mínimo 64 milhões de toneladas, conforme apontam entidades agrícolas locais.