Às 10h10 (horário de Brasília) desta terça-feira (5), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada baixa de 3,25 pontos e 0,67%, cotado a US$ cents 482,50/bushel; o de setembro caía 1,50 ponto e 0,31%, a US$ cents 487,25/bushel.
Ontem (4), o vencimento de julho avançou 1,15%, a US$ cents 485,75/bushel, e o de setembro subiu 1,24%, a US$ cents 490,50/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela desvalorização do petróleo – fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano feito à base de milho – e pelo bom ritmo de plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos.
Levantamento realizado até domingo (3) pelo Departamento de Agricultura (USDA) indica que a semeadura da nova safra de milho chegou a 38% da área estimada (38,58 milhões de hectares), após avançar 13 pontos percentuais em uma semana.
Esse desempenho se apresenta em linha com o observado no ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (34%). Ademais, 13% da área já atingiu a fase de emergência, ante 10% na temporada anterior e 9% na média dos últimos cinco anos.
Limitando maiores ganhos, o boletim diário do USDA aponta que tempestades registradas durante a noite produziram danos isolados por vento e granizo em Illinois e arredores. “O ar mais frio segue atrás da chuva, que persiste no início de hoje sobre a parte sul do Cinturão do Milho; geadas foram registradas nesta manhã em grande parte do norte de Minnesota e nas Dakotas”, afirma o USDA.
Também impedia maiores desvalorizações a demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano. As inspeções de cargas de milho para exportação divulgadas ontem pelo USDA cresceram semanalmente e superaram as expectativas do mercado.