O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (13) em forte queda de 1,39%, cotado a R$ 69,36/saca, mas com ganho acumulado de 0,78% na parcial da semana. O vencimento de novembro recuou 1,38%, a R$ 74,40/sc, porém com valorização semanal de 1,09%.
Neste pregão, os preços internos do cereal foram pressionados pelo recuo de quase 2% do cereal na Bolsa de Chicago, Por lá, o mercado ajustou posições tendo em vista a disparada de mais de 4% anotada na véspera (12).
No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo leve avanço do câmbio, que caminhava para fechar o dia a R$ 5,19.
O mercado seguiu monitorando a finalização da colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. Levantamento da DATAGRO Grãos realizado até a última sexta-feira (7) mostra que os trabalhos alcançaram 77,5% da área cultivada, levemente atrasado na comparação com a média dos últimos anos.
A colheita já foi finalizada no Mato Grosso, principal estado produtor. Em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul, ainda restam algumas áreas impossibilitadas de serem colhidas devido à elevada umidade das lavouras.
No radar, a informação de que a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou a projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 2,5 milhões de toneladas, para 70,5 milhões de toneladas.
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) aponta que a colheita se aproxima de 80% da área cultivada, também atrapalhada pela persistência da elevada umidade.