Milho recua mais de 1% em Chicago nesta 3ª feira

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (7) em forte baixa de 5,00 pontos e 1,10%, cotado a US$ cents 449,00/bushel; o vencimento de julho recuou 5,25 pontos e 1,13%, a US$ cents 460,00/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo início adiantado do plantio nos Estados Unidos. Conforme divulgado na véspera pelo Departamento de Agricultura (USDA), a semeadura da safra 2026/27 chegou a 3% da área projetada até o último domingo (5), ritmo à frente dos 2% observado no mesmo período da temporada 2025/26 e na média dos últimos cinco anos.

O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão plantar 38,58 milhões de hectares com milho na atual temporada, queda de 3% ante o ciclo anterior.

No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol de milho. Amanhã (8), a Administração de Informação de Energia (EIA) reportará dados semanais de produção e estoques do biocombustível nos EUA, importante indicador da procura interna pelo cereal para esse fim.

Ainda no campo da demanda, o USDA divulgou ontem o relatório semanal de embarques, com o volume de milho superando as expectativas do mercado. Agora, o foco se volta ao relatório mensal de oferta e demanda de abril (Wasde), agendado para sair na quinta-feira (9).

Para o milho, investidores esperam por aumentos nos estoques finais dos Estados Unidos e globais da temporada 2025/26, além de incrementos nas estimativas para as safras de Brasil e Argentina.