Às 10h05 (horário de Brasília) desta quarta-feira (20), os contratos de julho e setembro do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentavam forte baixa de 5,50 pontos e 1,15%, cotados a US$ cents 469,75/bushel e a US$ cents 476,00/bushel, respectivamente. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 3,07% e 2,81%, nesta ordem.
Na véspera (19), o vencimento de julho caiu 0,37%, a US$ cents 475,25/bushel, e o de setembro cedeu 0,16%, a US$ cents 481,50/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal seguem pressionados pela desvalorização de mais de 2% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará dados semanais de produção e estoques do biocombustível nos Estados Unidos, importantes indicadores da demanda interna pelo cereal.
O mercado segue acompanhando de perto o plantio da nova safra no Corn Belt. Dados coletados até domingo (17) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que a semeadura avançou 19 p.p. na última semana, atingindo 76% dos 38,58 milhões de hectares projetados – ritmo em linha com o registrado em igual altura do ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (70%).
Apesar do acelerado ritmo dos trabalhos, o USDA aponta que 3,21 milhões de hectares deverão ser perdidos, isto é, os produtores deverão colher apenas 35,37 milhões de hectares e produzir cerca de 406 milhões de toneladas.
Quanto ao clima, o boletim diário do USDA indica que pancadas de chuvas e algumas tempestades persistem sobre o Vale do Ohio, enquanto em outras áreas predomina um clima frio e seco.
“Temperaturas próximas ou abaixo do ponto de congelamento foram registradas no início de hoje no extremo norte do Meio-Oeste, incluindo muitas áreas ao longo e a noroeste de uma linha que vai do nordeste de Nebraska ao norte de Wisconsin”, afirma o departamento.
No radar, a desaceleração da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina – tendo em vista à priorização das lavouras de soja – e o desenvolvimento final da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira do cereal.