Milho recua mais de 1% em Chicago na manhã desta 2ª feira

Às 10h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira (15), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava forte baixa de 6,25 pontos e 1,51%, cotado a US$ cents 406,50/bushel; o de setembro recuava 6,00 pontos e 1,43%, a US$ cents 414,75/bushel.

Na sexta-feira (12), o contrato de julho subiu 0,24%, a US$ cents 412,75/bushel, e o de setembro avançou 0,18%, a US$ cents 420,75/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumularam perdas de 1,14% e 1,46%, respectivamente.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela queda de mais de 5% do petróleo no mercado internacional, após autoridades dos Estados Unidos e do Irã afirmarem que foi alcançado um acordo inicial para encerrar as hostilidades no Golfo Pérsico e retomar o tráfego pelo Estreito de Ormuz. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

O mercado também segue com as atenções voltadas às condições climáticas no Corn Belt e os impactos sobre o desenvolvimento da safra 2026/27 de milho. Nota diária do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a chegada de uma frente fria sucede o recente período de chuvas e tempestades, que causaram apenas prejuízos isolados às lavouras e à infraestrutura agrícola.

“Ainda assim, a maior parte das áreas de milho e soja da região dispõe de umidade do solo suficiente para um desenvolvimento normal. As temperaturas máximas de hoje no Meio-Oeste permanecerão abaixo de 27°C, exceto em partes do vale médio do Missouri”, afirma o USDA.

Após o encerramento das negociações em Chicago, o Departamento atualizará seu boletim semanal com os estágios e condiões das lavouras norte-americanas. Daqui a pouco, sai o relatório semanal de embarques.

No entanto, maiores perdas eram limitadas pelo enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY caindo 0,30%.

No radar, o início da colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.