Às 9h40 (horário de Brasília) desta quinta-feira (26), os contratos de maio e julho do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registravam leve baixa de 0,50 ponto e 0,11%, cotados a US$ cents 466,75/bushel e a US$ cents 477,25/bushel, nesta ordem. Na parcial da semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 0,26% e 0,27%, respectivamente.
Ontem (25), o vencimento de maio subiu 1,03%, a US$ cents 467,25/bushel, e o de julho avançou 1,11%, a US$ cents 477,75/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo movimento técnico de realização de lucros, tendo em vista os ganhos anotados na véspera, após o governo dos Estados Unidos permitir que varejistas comercializem combustíveis mais baratos, incluindo misturas com até 15% de etanol (E15), em resposta à alta dos preços registrada desde o início da guerra com o Irã.
Também pesava sobre as cotações o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY avançando 0,20% nesta manhã. No entanto, maiores perdas eram limitadas pela alta de mais de 4% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
A Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou ontem que a produção do biocombustível no país norte-americano registrou uma média de 1,116 milhão de barris por dia (bpd) na semana encerrada em 20 de março, volume superior aos 1,093 milhão de bpd registrados na semana anterior. Já os estoques do biocombustível avançaram 2,8% no período, para 27,170 milhões de barris, o maior nível em um ano.
Daqui a pouco, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará os registros de vendas para exportação referentes à última semana. No radar, o desenvolvimento da segunda safra no Centro-Sul do Brasil e o início da colheita na Argentina.