Às 9h55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (8), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em forte baixa de 5,00 pontos e 1,11%, cotado a US$ cents 444,00/bushel; o de julho recuava 5,75 pontos e 1,25%, a US$ cents 454,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de quase 2%.
Ontem (7), o vencimento de maio caiu 1,10%, a US$ cents 449,00/bushel, enquanto o de julho cedeu 1,13%, a US$ cents 460,00/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo tombo de mais de 15% do petróleo no mercado internacional, após os Estados Unidos e o Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo temporário, de duas semanas, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz.
A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano, produzido à base de milho. Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) reportará dados semanais de produção e estoques do biocombustível nos EUA, importante indicador da procura interna pelo cereal para esse fim.
Também pesa sobre as cotações do milho o início um pouco mais acelerado do plantio da safra 2026/27 no Corn Belt, apesar da indicação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de que produtores irão reduzir a área semeada com milho nesta temporada.
Amanhã (9), o USDA divulgará o relatório mensal de oferta e demanda de abril (Wasde), que ainda não traz dados para o novo ciclo. O mercado espera por aumentos nos estoques finais dos Estados Unidos e globais da temporada 2025/26, além de incrementos nas estimativas para as safras de Brasil e Argentina.
Por aqui, a safra de inverno – que responde por mais de 80% da oferta brasileira – segue em desenvolvimento no Centro-Sul, enquanto os trabalhos de colheita da safra de verão ganham um pouco mais de ritmo, ultrapassando 65% da área cultivada.
Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 se aproxima de 20% da área plantada, com os primeiros rendimentos satisfatórios, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).