Milho recua em Chicago antes da divulgação do relatório anual de intenção de plantio

Às 9h25 (horário de Brasília) desta terça-feira (31), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve baixa de 1,50 ponto e 0,33%, cotado a US$ cents 454,25/bushel; o vencimento de julho recuava 2,25 pontos e 0,48%, a US$ cents 465,25/bushel. No entanto, os futuros acumulam ganhos de 1,28% e 2,03% em março.

Nesta manhã, os preços do cereal ampliam as perdas registradas nos dois últimos pregões, com o mercado vendendo posições antes da divulgação do relatório anual de intenção de plantio nos Estados Unidos e do relatório trimestral de estoques na posição 1º de março. Ambos documentos serão publicados às 13h, pelo Departamento de Agricultura (USDA).

É consenso entre o mercado que os produtores norte-americanos aumentarão a área de soja e diminuirão a de milho na safra 2026/27. Levantamento realizado pela DATAGRO aponta que a área de soja sairá de 32,9 para 34,6 milhões de hectares, enquanto a de milho cairá de 40,0 para 38,3 milhões de hectares.

Limitando maiores ganhos, o DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, cedia 0,20%. Além disso, dados de ontem do USDA indicam demanda aquecida pelo milho norte-americano.

O petróleo, que exerce influência direta sobre a competitividade do etanol produzido à base do cereal, operava próximo à estabilidade, com o mercado atento à possibilidade de encerramento do conflito no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã.

Investidores também monitoram de perto o desenvolvimento da segunda safra no Centro-Sul do Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira de milho. Somando com a safra de verão, a DATAGRO projeta uma produção de 144 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume recorde e 1% acima do colhido no ciclo anterior.

Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, também com expectativa de produção recorde. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) estima 57 mi de t, contra 52 mi de t do USDA.