Milho recua 1% em Chicago na manhã desta 2ª feira

Às 9h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava forte baixa de 5,25 pontos e 1,12%, cotado a US$ cents 462,00/bushel; o de julho recuava 4,75 pontos e 0,99%, a US$ cents 473,50/bushel.

Na sexta-feira (13), os futuros subiram 1,03% e 0,90%, a US$ cents 467,25/bushel e a US$ cents 478,25/bushel, nesta ordem. Na semana, eles acumularam ganhos de 1,47% e 1,54%, respectivamente.

Nesta manhã, os preços do milho acompanhavam a queda de mais de 2% da soja em Chicago, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que sua viagem planejada para a China pode ser cancelada. O mercado espera que o encontro entre Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, ocorra no final de março e traga soluções sobre diversos itens, incluindo produtos agrícolas. 

Traders também seguem de olho na continuidade do conflito no Oriente Médio, que vem causando uma série de problemas logísticos globais, além de impulsionar o preço do petróleo para os maiores níveis desde o início da guerra na Ucrânia. O vencimento de abril do WTI caía mais de 1% nesta manhã na Nymex, cotado a US$ 97/barril – a movimentação nos preços do combustível mexe com a competitividade do etanol norte-americano, produzido a partir do milho.

Maiores perdas, no entanto, eram limitadas pela queda de 0,30% do DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais.

Mais tarde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o relatório semanal de embarques, importante indicador sobre a demanda internacional pelo milho norte-americano.

No radar, investidores monitoram o início da colheita da safra 2025/26 na Argentina, bem como a finalização do plantio da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira de milho.