O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (20) em forte baixa de 9,50 pontos e 2,00%, cotado a US$ cents 465,75/bushel; o vencimento de setembro caiu 9,00 pontos e 1,87%, a US$ cents 472,50/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 2,19% e 2,05%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo tombo de mais de 5% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Mais cedo, a Administração de Informação de Energia divulgou que a produção do biocombustível aumentou na última semana nos Estados Unidos, enquanto os estoques se mantiveram praticamente estáveis, em 24,875 milhões de toneladas.

O mercado também seguiu acompanhando de perto o plantio da nova safra no Corn Belt. Dados coletados até domingo (17) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que a semeadura avançou 19 p.p. na última semana, atingindo 76% dos 38,58 milhões de hectares projetados – ritmo em linha com o registrado em igual altura do ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (70%).

Apesar do acelerado ritmo dos trabalhos, o USDA aponta que 3,21 milhões de hectares deverão ser perdidos, isto é, os produtores deverão colher apenas 35,37 milhões de hectares e produzir cerca de 406 milhões de toneladas.

Quanto ao clima, o boletim diário do USDA indica que pancadas de chuvas e algumas tempestades persistem sobre o Vale do Ohio, enquanto em outras áreas predomina um clima frio e seco.

“Temperaturas próximas ou abaixo do ponto de congelamento foram registradas no início de hoje no extremo norte do Meio-Oeste, incluindo muitas áreas ao longo e a noroeste de uma linha que vai do nordeste de Nebraska ao norte de Wisconsin”, afirma o departamento.

No radar, a desaceleração da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina – tendo em vista à priorização das lavouras de soja – e o desenvolvimento final da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira do cereal.

Amanhã (21), o USDA divulgará os registros semanais de vendas para exportação e o Drought Monitor, atualizando a incidência de seca sobre as lavouras norte-americanas.