O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (29) em expressiva baixa de 9,50 pontos e 2,07%, cotado a US$ cents 449,00/bushel; o de dezembro recuou 8,75 pontos e 1,82%, a US$ cents 471,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 3,28% e 3,23%.
Neste pregão, os preços foram pressionados pelo clima mais frio registrado em partes da região central dos Estados Unidos, onde uma onda de calor persistia há vários dias.
Além disso, o Serviço Nacional de Meteorologia indica que são esperadas precipitação em partes de Nebraska, Iowa e Illinois, à medida que o fim de semana se aproxima, o que pode melhorar as perspectivas de colheitas nesses estados.
Na última semana, as lavouras norte-americanas de milho apresentaram uma piora mais aguda nas suas condições, com 63% classificadas como boas/excelentes, ante 67% na semana anterior e 73% no mesmo período do ano passado. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.
O desenvolvimento vegetativo, por sua vez, segue acelerado, com 78% da área plantada já em fase de embonecamento e 24% em espigamento.
Limitando maiores perdas, o petróleo WTI disparou mais de 6% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – operou próximo à estabilidade durante as negociações, com o mercado atento à decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano.