O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (23) em leve queda de 1,75 ponto e 0,43%, cotado a US$ cents 409,75/bushel; o vencimento de setembro caiu 2,00 pontos e 0,48%, a US$ cents 417,75/bushel.
Após iniciarem o dia em alta, os preços do cereal acabaram perdendo força, pressionados pelo bom ritmo de desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt e pelas condições climáticas favoráveis.
Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que as chuvas estão retornando à faixa oeste do Cinturão do Milho, desde as Dakotas em direção ao sul. “Enquanto isso, o restante do Meio-Oeste permanece sob influência de clima fresco e seco, em meio a condições de cultivo geralmente favoráveis”, afirma.
O mercado aguarda pela divulgação do relatório anual de área plantada, que sairá na próxima terça-feira (30). A expectativa é que o USDA indique uma área semeada com milho ainda menor do que os 38,58 milhões de hectares apresentados no relatório de intenção de plantio, que saiu no final de março.
Do total que foi semeado, 97% já alcançou a fase de emergência, ritmo em linha com a temporada anterior e a média dos últimos cinco anos. Ademais, 5% das lavouras já se encontra em fase de embonecamento, levemente à frente da safra anterior (4%) e da média normal (3%).
Quanto às condições, 68% foram classificadas como boas/excelentes na semana encerrada em 21 de junho – mesmo percentual registrado na anterior, mas abaixo dos 70% da última temporada. Do restante, 26% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.
O petróleo – que exerce influência direta na competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – caiu quase 1% no mercado internacional, pressionado pela retomada do fluxo no Estreito de Ormuz, enquanto as negociações entre os Estados Unidos e o Irã por um cessar-fogo no Oriente Médio seguem em andamento.
Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – operou em alta durante todo o dia. Próximo ao encerramento das negociações na CBOT, o indicador subia 0,45%.
Limitando maiores ganhos, o o USDA relatou mais cedo que foi realizada uma venda individual de 100 mil toneladas de milho para o México, sendo 30 mil toneladas programadas para serem entregues no ano comercial 2025/26 e 70 mil toneladas na temporada 2026/27.
Na América do Sul, a colheita da safra 2025/26 de inverno ganha cada vez mais ritmo no Brasil, com a produção devendo alcançar 112 milhões de toneladas, o segundo maior volume da história, atrás apenas da última safra, de acordo com projeção da DATAGRO Grãos.
Já na Argentina, a colheita da safra 2025/26 se aproxima de metade da área cultivada, com a projeção menos otimista, do USDA, apontado para uma colheita de 61 milhões de toneladas. Entidades agrícolas locais, como a Bolsa de Cereais de Buenos Aires e a Bolsa de Comércio de Rosário, estimam a produção em 64 e 68 milhões de toneladas, respectivamente.