Milho perde força e encerra a 5ª feira em moderada baixa na Bolsa de Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (30) em moderada baixa de 3,25 pontos e 0,72%, cotado a US$ cents 445,75/bushel; o de dezembro recuou 3,25 pontos e 0,69%, a US$ cents 468,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 3,98% e 3,90%.

Após iniciarem o dia em alta, os preços do cereal acabaram perdendo força, pressionados pela queda do petróleo WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Também pesou sobre os preços a previsão do Serviço Nacional de Meteorologia de que tempestades devem ser registradas nos próximos dias em partes do Iowa e de outros importantes estados produtores de milho, o que deve aliviar o estresse hídrico observado em alguns locais.

Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as lavouras de milho em áreas que experienciam seca subiram de 20% para 29% na última semana, contra apenas 7% no mesmo período do ano passado.

Também limitou maiores ganhos a demanda interna aquecida pelo milho norte-americano para fabricação de etanol.

Conforme divulgado na véspera pela Administração de Informação de Energia (EIA), a produção do biocombustível nos Estados Unidos na semana encerrada em 24 de julho totalizou 1,133 milhão de barris por dia (bpd), volume acima do registrado na semana anterior (1,094 mi de barris) e o segundo maior nível já registrado, atrás apenas dos 1,196 milhão de barris produzidos nos sete dias encerrados em 9 de janeiro deste ano.

Quanto à demanda internacional, o USDA divulgou há pouco que os registros de vendas de milho para exportação na safra 2025/26 somaram 362,9 mil toneladas na semana encerrada em 23 de julho, volume 9% superior em relação à semana anterior, mas 25% abaixo da média das quatro últimas semanas. O mercado projetava um montante entre 400 mil e 800 mil toneladas.

Já para entrega no ano comercial 2026/27, as vendas líquidas totalizaram 1,062 milhão de toneladas no período, com destaque para compras do México e destinhos desconhecidos, superando as projeções do mercado.