Às 9h43 (horário de Brasília) desta quinta-feira (16), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve queda de 0,21%, cotado a R$ 66,10/saca, com perda acumulada de 4,11% na semana. O vencimento de julho operava em estabilidade com viés de alta (+0,03%), a R$ 67,12/sc, porém, com recuo semanal parcial de 2,73%.
Na véspera (15), o vencimento de maio caiu 1,58%, a 66,24/sc, e o de julho recuou 0,92%, a R$ 67,10/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) e pelo leve recuo do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação, o que contribuía para o viés negativo.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.
A colheita do milho de verão 2025/26 por sua vez segue em ritmo mais lento na comparação com o mesmo período do ano passado e a média dos últimos anos. A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, os bloqueios no Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos contra embarcações que tenham como destino ou origem os portos iranianos. O país persa é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.