Às 10h07 (horário de Brasília) desta quarta-feira (25), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve alta de 0,11%, cotado a R$ 71,99/saca, com estabilidade no acumulado da semana. Por outro lado, o vencimento de julho operava com viés de baixa (-0,07%), cotado a R$ 71,05/sc, mas com ganho de 0,16% no recorte semanal.
Na véspera (24), o vencimento de maio caiu 0,14%, a R$ 71,91/sc, enquanto o de julho avançou 0,30%, a R$ 71,10/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização do câmbio e do cereal negociado na Bolsa de Chicago (CBOT).
Além disso, o bom progresso do plantio do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil exercia pressão sobre as cotações. A semeadura da segunda safra alcançou 94,6% da área projetada, após avançar 5,3 pontos percentuais em uma semana, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (20). Esse ritmo está abaixo do observado em igual período do ano passado (97,3%), porém acima da média das últimas cinco safras (93,8%).
Por outro lado, quanto ao milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 49,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 5,4 pontos percentuais (p.p) em sete dias, contra 66,2% no mesmo período do ano passado e 59,0% na média dos últimos cinco anos.
No radar, os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025.