Às 9h38 (horário de Brasília) desta quinta-feira (7), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava estabilidade com viés de baixa (-0,06%), cotado a R$ 67,41/saca. Na contramão, o vencimento de setembro avançava 0,14%, a R$ 69,45/sc. Na semana, os futuros acumulam expressivas perdas parciais de 3,22% e 3,02%, respectivamente.
Na véspera (6), o vencimento de julho caiu 1,68%, a R$ 67,45/sc, enquanto o de setembro recuou 1,28%, a R$ 69,35/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela queda de mais de 1% dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pelo leve recuo do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação.
O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde.
Segundo levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (1º), a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 84,8% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 3,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias. No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 92,6%; na média dos últimos cinco anos, em 90,6%.
O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.
Mais tarde, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgará seus dados consolidados sobre os embarques de milho do Brasil no mês de abril.