Às 9h25 (horário de Brasília) desta quinta-feira (30), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) anotava estabilidade em viés de alta (+0,07%), cotado a R$ 70,04/saca; o de novembro avançava na mesma intensidade, a R$ 74,85/sc. Na parcial da semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas de 0,82% e 0,07%, respectivamente.

Na véspera (29), o vencimento de setembro caiu 0,60%, cotado a R$ 69,99/sc, e o de novembro recuou 0,73%, a R$ 74,80/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pela valorização dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto os agentes do mercado seguem monitorando a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil.

De acordo com o acompanhamento realizado pela DATAGRO Grãos, até a última sexta-feira (24), os trabalhos atingiram 61,5% da área cultivada, após um avanço semanal de 11,2 pontos percentuais em uma semana. No mesmo período da temporada passada, a colheita estava em 69,1%; na média dos últimos cinco anos, em 62,6%.

DATAGRO projeta que o Brasil irá colher pouco mais de 115 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 2% menor na comparação com a temporada anterior, mas que deve ser compensado pela safra recorde colhida no verão.

No entanto, maiores ganhos eram limitados pela pressão exercida pelo recuo do câmbio, fator que diminui a competitividade das exportações brasileiras do cereal.