Milho opera em queda na Bolsa de Chicago na manhã desta 5ª feira

Às 10h10 (horário de Brasília) desta quinta-feira (25), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava queda de 2,50 pontos e 0,61%, cotado a US$ cents 404,50/bushel; o de setembro recuava 1,75 ponto e 0,42%, a US$ cents 414,00/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulam perdas de 3,11% e 2,65%, respectivamente.

Ontem (24), o vencimento de julho caiu 0,98%, a US$ cents 405,75/bushel, e o de setembro caiu 0,84%, a US$ cents 414,25/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal seguiam em trajetória de baixa, pressionados pelo expressivo recuo do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Com a retomada gradual do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, os preços do combustível fóssil acumulam perda de quase 9% nesta semana.

Também pressionava os preços a retração da demanda internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou há pouco que os registros de vendas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 somaram 743,1 mil toneladas na semana encerrada em 18 de junho, queda de 36% em relação à anterior e 27% abaixo da média das últimas quatro semanas. Já as vendas líquidas para entrega na temporada 2026/27 somaram 735,9 mil toneladas no período.

O mercado segue de olho no desenvolvimento da safra 2026/27 de milho no Corn Belt. Levantamento realizado pelo USDA até o último domingo (21) mostra que as primeiras lavouras alcançaram a fase de embonecamento, um ritmo mais acelerado do que o observado no mesmo período da última temporada.

Quanto às condições das lavouras, 68% foram classificadas como boas/excelentes – mesmo percentual registrado na semana anterior e levemente abaixo dos 70% da última temporada. Do restante, 26% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.

As colheitas em andamento no Brasil e na Argentina seguem no radar, o que deve fazer a competitividade desses dois países aumentar no mercado internacional nos próximos meses.