Às 9h36 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve baixa de 0,15%, cotado a R$ 68,33/saca. O vencimento de novembro recuava 0,21%, a R$ 72,10/sc.
Por outro lado, na parcial da semana, os futuros acumulam fortes ganhos de 1,61% e 1,97%, respectivamente.
Na véspera (16), o contrato de setembro avançou 0,38%, cotado a R$ 68,43/sc, enquanto o de novembro anotou alta de 0,61%, a R$ 72,25/sc.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo aumento da oferta interna do grão, à medida que avança a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil.
Segundo o levantamento da DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (10), os trabalhos de campo atingiram 36,7% da área projetada, após um avanço semanal de 10,6 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 42,4%; na média dos últimos cinco anos, em 41,1%.
A DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.
No entanto, maiores perdas eram limitadas pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, bem como pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).