Às 9h24 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve baixa de 0,41%, cotado a R$ 68,64/saca; já o vencimento de julho recuava 0,24%, a R$ 69,50/sc.

Ontem (27), os futuros fecharam em alta: o spot avançou 0,47%, a R$ 68,92/sc, e o contrato de julho subiu 0,90%, a R$ 69,67/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados por um movimento de realização de lucros, devido a alta das cotações no pregão anterior.

Maiores perdas, no entanto, eram limitadas pela demanda internacional aquecida e pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação.

Segundo dados publicados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos, as exportações brasileiras de milho alcançaram 116,3 mil toneladas na semana encerrada em 24 de abril, volume bem acima das 29,0 mil toneladas embarcadas na semana anterior.

Ademais, a valorização dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também evitava maiores desvalorizações.

No campo, a colheita da safra 2025/26 de verão já ultrapassou mais de 70% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, segundo acompanhamento da DATAGRO Grãos. O ritmo dos trabalhos, porém, se encontra atrasado tanto no comparativo anual quanto na média dos últimos cinco anos.

safra de inverno segue em desenvolvimento, com a colheita devendo ter início nas próximas semanas. Diante das condições climáticas observadas ao longo da safra, a expectativa é de uma produção cheia, mas menor do que a colhida no ano passado.

Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO Grãos aponta que o país deverá produzir 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior.

No radar, os agentes do mercado monitoram o fechamento do Estreito de Ormuz e o conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, sobretudo pela importância do país persa para o mercado de grãos, por ser o principal comprador do milho brasileiro.