Milho opera em leve alta na Bolsa de Chicago na manhã desta 3ª feira

Às 9h40 (horário de Brasília) desta terça-feira (9), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada alta de 3,25 pontos e 0,78%, cotado a US$ cents 422,00/bushel; o de setembro avançava 3,00 pontos e 0,70%, a US$ cents 430,50/bushel.

Na véspera (8), o vencimento de julho subiu 0,30%, a US$ cents 418,75/bushel, e o de setembro avançou 0,12%, a US$ cents 427,50/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal ampliavam os ganhos anotados ontem, ainda sustentados pela demanda internacional aquecida. Além de uma venda individual ao Japão relatada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as inspeções de milho para exportação apresentaram crescimento na semana encerrada em 4 de maio e superaram as expectativas do mercado.

Também segue dando apoio o enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY recuando 0,30% nesta manhã. Por outro lado, os ganhos eram limitados pela queda de mais de 2% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano feito à base de milho.

No campo, a semeadura da safra 2026/27 dos Estados Unidos se encontra virtualmente encerrada, com as atenções agora voltadas ao desenvolvimento das lavouras. Levantamento realizado pelo USDA até domingo (7) mostra que o plantio progrediu 4 p.p. na última semana, chegando a 97% da área estimada (38,58 milhões de hectares), ritmo levemente adiantado na comparação com os 96% observados em igual altura do ciclo anterior e na média plurianual.

Ademais, 86% da área já atingiu a fase de emergência, em linha com a temporada anterior e a média das últimas cinco safras.

Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes – mesma amostra da semana anterior, mas abaixo dos 71% da última temporada. Do restante, 27% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.

A previsão do tempo também é monitorada de perto. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), tempestades severas e chuvas torrenciais são esperadas entre terça e quarta-feira em algumas áreas do Corn Belt.

“Na quinta-feira, pancadas de chuva e trovoadas provocarão chuvas intensas em partes do Alto e Médio Vale do Mississippi e em porções adjacentes dos Grandes Lagos”, acrescenta o NWS.

No radar, o início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.