Às 10h02 (horário de Brasília) desta quarta-feira (15), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava forte queda de 0,36%, cotado a R$ 67,06/saca, com perda acumulada de 1,77% na parcial da semana. O vencimento de julho anotava viés de baixa (-0,03%), a R$ 67,70/sc, com desvalorização de 1,83% no recorte semanal.
Na véspera (14), os vencimentos anotaram queda de 0,49% e 0,89%, cotados a R$ 67,30/sc e R$ 67,72/sc, respectivamente.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação.
Por outro lado, o avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) evitava maiores perdas.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.
Já a colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento na comparação com o mesmo período do ano passado e a média dos últimos anos. A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, os bloqueios no Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos contra embarcações que tenham como destino ou origem os portos iranianos. O país persa é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.