Milho opera em campo positivo nesta manhã de 3ª feira na B3

Às 9h31 (horário de Brasília) desta terça-feira (21), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava estabilidade com viés de alta (+0,01%), cotado a R$ 69,49/saca; o vencimento de novembro avançava 0,12%, a R$ 73,65/sc.

Ontem (20), os vencimentos de setembro e novembro subiram 0,87% e 1,18%, a R$ 69,48/sc e a R$ 73,56/sc, nesta ordem.

Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo atraso dos trabalhos de colheita da segunda safra no Centro-Sul do Brasil. Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até o dia 10 deste mês mostra que os trabalhos alcançaram 37% da área cultivada, ritmo abaixo da temporada passada e inferior à média plurianual.

DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.

Quanto à demanda internacional, dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 267,0 mil toneladas de milho na semana encerrada em 17 de julho, volume abaixo das 399,4 mil toneladas exportadas na semana anterior.

O montante ainda segue bem abaixo da média semanal – de 1,397 mi de t – necessária para alcançar a estimativa total para as exportações no ano comercial 2026/27.

Os embarques brasileiros do grão devem ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre de 2026, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha avança no Centro-Sul do Brasil.

No entanto, maiores ganhos eram limitados pela queda dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro negociado no mercado internacional.