Às 9h37 (horário de Brasília) desta sexta-feira (15), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade com viés de alta (+0,01), cotado a R$ 66,93/saca, com recuo acumulado, porém, de 0,98% na parcial da semana. O vencimento de setembro avançava 0,16%, a R$ 69,91/sc, com ganho semanal de 0,27%.
Na véspera (14), o contrato de julho caiu 0,33%, a R$ 66,92/sc, e o de setembro recuou 0,43%, a R$ 69,80/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pela alta de mais de 1% do câmbio, que era cotado a R$ 5,05. O enfraquecimento do real frente ao dólar aumenta a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
Maiores ganhos, no entanto, eram limitados pela baixa dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde. De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, os trabalhos de campo se aproximam de 90% da área cultivada.
O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.
No radar, investidores também monitoram a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina que chegou a 32,0% da área cultivada, segundo levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgado ontem. O ritmo dos trabalhos no país sul-americano tem perdido força nas últimas semanas devido à prioritização da colheita da soja.