Às 9h31 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve alta de 0,10%, cotado a R$ 68,34/saca. O vencimento de julho avançava 0,25%, a R$ 68,77/sc.
Na sexta-feira (10), ambos os ativos caíram 0,52%, negociados a R$ 68,27/sc e a R$ 68,60/sc, nesta ordem. Na semana, os futuros acumularam perdas de 4,81% e 3,67%, respectivamente.
Nesta manhã, os preços eram sustentados pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação.
Ademais, a valorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuía para o viés positivo.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil. O início do mês foi marcado pela formação de um ciclone extratropical e uma frente fria no Sul do país.
A colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento ante o andamento dos trabalhos na temporada anterior, assim como na média dos últimos cinco anos.
A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, os investidores repercutem o fracasso das tratativas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo no Oriente Médio. O mercado acompanha com atenção sobretudo pela relevância do país persa ser um dos principais compradores do milho brasileiro.