Milho opera em campo positivo na Bolsa Brasileira na manhã desta 5ª feira

Às 9h28 (horário de Brasília) desta quarta-feira (8), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade com viés de alta (+0,03%), cotado a R$ 68,06/saca; o de novembro avançava 0,11%, a R$ 71,23/sc. Na parcial da semana, os futuros acumulam ganhos de 1,58% e 1,04%, respectivamente.

Na véspera (8), o vencimento de setembro caiu 0,23%, a R$ 68,04/sc, e o de novembro recuou 0,15%, a R$ 71,15/sc.

Neste pregão, o mercado opera em menor liquidez devido ao feriado da Revolução Constitucionalista no estado de São Paulo, principal centro financeiro do país. Os preços do cereal eram sustentados pelo atraso na colheita da segunda safra e pela perspectiva de aumento da demanda internacional neste segundo semestre, conforme a janela de exportação se torna favorável ao milho.

Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3) mostra que a colheita da safra de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 26,1% da área cultivada, após um avanço semanal de 7,5 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 29,1%; na média dos últimos cinco anos, em 30,3%.

O Mato Grosso lidera os esforços de colheita, com ritmo alinhado à média plurianual, enquanto outros importantes estados produtores, como Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, apresentam atrasos.

A DATAGRO Grãos projeta que o Brasil irá colher 112,4 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho caíam quase 1%, devolvendo parte dos ganhos que vinham sendo anotados desde o último dia 30. O câmbio operava estável, próximo à casa de R$ 5,15.

No radar, a lentidão dos trabalhos de colheita na Argentina, embora os desempenhos produtivos estejam melhores este ano, e o desenvolvimento da safra 2026/27 nos Estados Unidos.