Milho opera em campo positivo na B3 na manhã desta 6ª feira

Às 9h28 (horário de Brasília) desta sexta-feira (7), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em moderada alta de 0,61%, cotado a R$ 68,84/saca. O vencimento de novembro avançava 0,41%, a R$ 73,70/sc. Por outro lado, na parcial da semana, os futuros acumulam perdas de 0,52% e 0,23%, respectivamente.

Na véspera (6), o contrato de setembro avançou 0,18%, a R$ 68,42/sc, enquanto o de novembro anotou alta de 0,55%, a R$ 73,40/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). No entanto, maiores ganhos eram limitados pelo recuo do câmbio, fator que reduz a competitividade do cereal voltado à exportação.

Ontem, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que foram exportadas 595,3 mil toneladas de milho na semana encerrada em 31 de julho, volume 6,1% acima das 561,2 mil toneladas embarcadas na semana anterior, mas ainda 59,2% menor do que a média semanal necessária (1,458 milhão de toneladas) para alcançar o total projetado para a temporada 2026/27.

Os investidores seguem acompanhando o avanço da colheita da safra 2025/26 de milho de inverno no Centro do Sul do Brasil.

De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, até a última sexta-feira (31), os trabalhos alcançaram 69,6% da área projetada, após um avanço semanal de 8,1 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 79,3% da área, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 70,6%.

No radar, segundo o Levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 73,7% da área cultivada, após avançar 3,9 p.p. em uma semana. Embora os trabalhos continuem avançando no país sul-americano, a persistência da elevada umidade do ambiente tem retardado a secagem dos grãos e limitado a entrada das colheitadeiras em diferentes regiões.