Às 9h53 (horário de Brasília) desta terça-feira (24), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve alta de 0,14%, cotado a R$ 72,11/saca; o vencimento de julho operava em estabilidade com viés de alta (+0,08%), a R$ 70,95/sc.
Ontem (23), os futuros fecharam sem direção definida: o spot subiu 0,03%, a R$ 72,01/sc, enquanto o contrato de julho recuou 0,07%, a R$ 70,89/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço do câmbio, fator que beneficia o grão voltado à exportação. Além disso, os contratos equivalentes do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam em alta.
Quanto à demanda internacional, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou ontem que o Brasil embarcou 300,5 mil toneladas de milho na semana encerrada em 20 de março, volume acima das 172,6 mil toneladas embarcadas na semana anterior, mas, devido à sazonalidade, ainda distante das 934 mil toneladas semanais que são necessárias para alcançar o total projetado para a atual temporada.
Os agentes do mercado também se mantêm atentos à safra de inverno 2025/26, cuja semeadura se encontra próxima de ser encerrada no Centro-Sul do Brasil. As chuvas de abril deverão ser determinantes para a consolidação da segunda safra, que responde por mais de 80% da produção brasileira de milho.
Quanto à safra de verão, os trabalhos de colheita seguem atrasados no Centro-Sul do Brasil, o que tem limitado a disponibilidade do cereal no mercado interno.
No radar, o aumento das tensões no Oriente Médio, com Estados Unidos e Israel voltando a bombardear o Irã. Em 2025, o país persa foi o principal destino das exportações brasileiras de milho, respondendo por mais de um quinto do total embarcado pelo Brasil.