Milho opera em campo positivo na manhã desta 3ª feira na B3

Às 9h20 (horário de Brasília) desta terça-feira (9), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava estabilidade com viés de alta (+0,03%), cotado a R$ 65,42/saca; o vencimento de setembro subia 0,16%, a R$ 67,56/sc.

Ontem (8), os futuros anotaram perdas: o contrato de julho recuou 1,13%, a R$ 65,40/sc, e o de setembro se desvalorizou 1,96%, a R$ 67,45/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

demanda internacional aquecida pelo cereal brasileiro também contribuía para o viés positivo. Segundo dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos quatro primeiros dias úteis do mês de junho, os embarques somaram 126 mil toneladas, montante superior às 48,7 mil t embarcadas na semana anterior. O volume também já representa 34% de todo o milho exportado no mesmo mês do ano passado (369,5 mil t).

No entanto, maiores ganhos eram evitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.

No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 teve início no Centro-Sul do Brasil, ultrapassando 1% da área projetada, segundo os dados mais recentes coletados pela DATAGRO Grãos.

O ritmo dos trabalhos está mais lento do que o observado na última temporada e na média plurianual. Atualmente, as atividades foram iniciadas somente nos estados do Mato Grosso e do Paraná.

A estimativa da DATAGRO Grãos é de que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que resultaria numa produção combinada de 141,3 milhões de toneladas na temporada 2025/26, tendo em vista que foram colhidas 28,9 milhões de toneladas na safra de verão. O volume é 1% menor do que o registrado na safra 2024/25 (143,3 mi de t).