Às 9h32 (horário de Brasília) desta terça-feira (7), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava leve baixa de 0,19%, cotado a R$ 67,77/saca; o vencimento de novembro recuava 0,14%, a R$ 71,10/sc.
Ontem (6), os vencimentos de setembro e novembro subiram 0,97% e 0,69%, a R$ 67,90/sc e a R$ 71,20/sc, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pelo recuo dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, a desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro negociado em dólar no mercado internacional, também contribuía para o viés negativo.
Dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 399,4 mil toneladas de milho na semana encerrada em 10 de julho, volume bem superior ao registrado na semana anterior (120,3 mil t). Porém, o montante ainda está abaixo da média semanal necessária para alcançar a projeção de exportações para a safra 2026/27 (1.359 mi de t).
Os embarques do cereal tendem a ganhar mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha.
No campo, a colheita da safra de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil já ultrapassou 26% da área cultivada, segundo o acompanhamento semanal da DATAGRO Grãos.
A DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.