Milho opera em leve alta na manhã desta 6ª feira na B3

Às 9h28 (horário de Brasília) desta sexta-feira (12), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve alta de 0,19%, cotado a R$ 64,36/saca. O vencimento de setembro avançava 0,18%, a R$ 66,58/sc.

No entanto, na parcial da semana, os vencimentos acumulam perdas de 2,71% e 3,23%, respectivamente.

Na véspera (11), o contrato de julho caiu 0,70%, a R$ 64,24/saca, e o de setembro recuou 0,51%, a R$ 66,46/sc.

Neste pregão, os preços internos eram sustentados pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.

No entanto, maiores ganhos eram limitados pela baixa dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

No campo, os investidores seguem monitorando a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, que atingiu 3,3% da área projetada, após um avanço semanal de 2,2 pontos percentuais, conforme mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (5). Mato Grosso e o Paraná lideram os esforços de colheita.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.

No radar, os agentes do mercado acompanham o progresso da colheita da safra 2025/26 do cereal da Argentina, que já alcançou 43,6% da área cultivada, após avançar 3,0 pontos percentuais em uma semana, segundo o levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).