Às 9h33 (horário de Brasília) desta sexta-feira (5), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em baixa moderada de 0,93%, cotado a R$ 64,77/saca, com recuo acumulado de 0,99% na parcial da semana. O vencimento de setembro recuava 0,88%, a R$ 67,60/sc, com perda semanal de 0,73%.
Na última sessão (3), o contrato de julho subiu 1,27%, cotado a R$ 65,38/saca, e o de setembro avançou 1,85%, a R$ 68,20/sc. Ontem (4), as negociações estiveram suspensas em decorrência do feriado de Corpus Christi.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela baixa dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 teve início no Centro-Sul do Brasil, atingindo 1,1% da área projetada, mostra o levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (29).
O ritmo dos trabalhos se encontra levemente atrás do observado no mesmo período do ano passado (1,3%) e abaixo da média das últimas cinco safras (1,4%). Até o momento, as atividades de campo tiveram início apenas nos estados do Mato Grosso e do Paraná, onde a colheita chegou a 2,0% e 0,5%, nesta ordem.
A estimativa da DATAGRO Grãos é de que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que resultaria numa produção combinada de 141,3 milhões de toneladas na temporada 2025/26, tendo em vista que foram colhidas 28,9 milhões de toneladas na safra de verão. O volume é 1% menor do que o registrado na safra 2024/25 (143,3 mi de t).
No entanto, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, evitava maiores perdas.
No radar, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 40,6% da área cultivada, após avançar 5,9 pontos percentuais em uma semana, segundo dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).