Às 9h33 (horário de Brasília) desta sexta-feira (29), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve baixa de 0,39%, cotado a R$ 65,65/saca, com recuo acumulado de 2,31% na parcial da semana. O vencimento de setembro recuava 0,28%, a R$ 68,55/sc, com perda semanal de 1,99%.
No recorte mensal, os futuros registravam quedas amplas de 5,74% e 4,26%, nesta ordem.
Na véspera (28), o contrato de julho subiu 0,47%, cotado a R$ 65,91/saca, e o de setembro avançou 0,64%, a R$ 68,74/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela baixa dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
As cotações também recebiam pressão pelo início da colheita da segunda safra do grão em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil.
Órgãos locais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) relataram que os trabalhos já tiveram início na última semana no Mato Grosso e no Paraná, ainda de forma incipiente.
A DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.
No entanto, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, evitava maiores perdas.
No radar, segundo levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), divulgado ontem, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 34,7% da área cultivada, após avançar 1,8 ponto percentual em uma semana.