Milho opera em campo negativo na manhã desta 6ª feira na B3

Às 9h25 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve queda de 0,20%, cotado a R$ 65,77/saca, com recuo acumulado de 3,66% na parcial da semana. O vencimento de julho recuava 0,15%, a R$ 66,90/sc, com desvalorização semanal de 2,99%.

Na véspera (16), o contrato de maio caiu 0,51%, a R$ 65,90/sc; o de julho recuou 0,15%, a R$ 67,00/sc.

Nesta manhã, os preços internos eram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Ademais, o recuo dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuía para o viés negativo.

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 71,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 5,9 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (10). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 81,9%; na média dos últimos cinco anos, em 77,7%.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como o avanço da colheita na Argentina e do plantio nos Estados Unidos.