O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (28) em forte alta de 6,75 pontos e 1,49%, cotado a US$ cents 458,50/bushel; o de dezembro avançou 6,50 pontos e 1,37%, a US$ cents 480,50/bushel.
Após recuarem expressivanente na véspera, os preços do cereal voltaram a ganhar terreno neste pregão, sustentados pela piora nas condições das lavouras norte-americanas na última semana.
Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até o último domingo (26) mostra que 63% das áreas estão classificadas como boas/excelentes, baixa de 4 p.p. em relação à semana anterior e inferior aos 73% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.
O desenvolvimento vegetativo segue acelerado: 78% da área já semeada alcançou a fase de embonecamento, avanço de 19 p.p. em relação à semana anterior. O índice está acima dos 73% registrados no mesmo período de 2025 e também supera a média dos últimos cinco anos (74%).
Além disso, 24% das lavouras entraram na fase de espigamento, ante 13% na semana anterior. O percentual está levemente abaixo do observado em igual período do ano passado (25%), mas supera a média plurianual (22%).
Também deu suporte aos preços a demanda internacional aquecida. Pela manhã, o USDA informou a realização de uma venda individual de 197,272 mil toneladas de milho para um destino desconhecido, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.
No entanto, maiores ganhos foram limitados pela queda de mais de 4% do petróleo WTI na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
No radar, a colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos na Argentina.