Milho ganha força e termina o dia em alta na Bolsa de Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (21) em moderada alta de 3,25 pontos e 0,72%, cotado a US$ cents 452,75/bushel. O vencimento de dezembro subiu 2,25 pontos e 0,47%, a US$ cents 475,25/bushel.

Após iniciarem o dia em queda, com o mercado realizando lucros, os preços do cereal acabaram ganhando força, sustentados pela alta de mais de 2% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No entanto, maiores ganhos foram evitados pelo bom ritmo de desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt e pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY operando em alta durante as negociações.

Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até domingo (19) mostra que 59% da área semeada com milho alcançou a fase de embonecamento, após um avanço de 25 pontos percentaus em uma semana. Na mesma época do ano passado, 53% das lavouras se encontravam nesse estágio; na média dos últimos cinco anos, 54%.

Além disso, 13% da área já entrou na fase de espigamento, ante 6% na semana anterior. O percentual coincide com o observado em igual período do ano passado e supera a média plurianual (11%).

Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes, baixa de 1 p.p. em relação à semana anterior e ainda inferior aos 74% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 24% foram avaliadas como regulares e 9% como ruins/muito ruins.

Os produtores norte-americanos destinaram menos área ao plantio de milho neste ano e, por isso, a produção do país deve recuar 6% nesta temporada, para 406,42 milhões de toneladas. O mercado segue de olho nas condições climáticas para as próximas semanas, que deverão definir o real tamanho na nova safra.

“O calor está restrito à faixa sul do Cinturão do Milho. Enquanto isso, tempestades associadas a uma frente fria se estendem para sudoeste a partir da região inferior dos Grandes Lagos. O restante do Meio-Oeste está sendo gradualmente coberto por uma massa de ar mais frio e seco”, afirma o USDA em seu boletim climático diário.

“Apesar dos desafios climáticos recentes, provocados pelas temperaturas elevadas e pela redução da umidade da camada superficial do solo, cerca de dois terços das lavouras dos Estados Unidos permaneceram em boas condições”, conclui.

No radar, a colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil, que ultrapassou metade da área cultivada na última semana, beneficiada pela interrupção das chuvas. Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 já está mais de 60% concluída, com expectativa de uma produção recorde.