Milho ganha força a fecha o dia em alta na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (8) em leve alta de 1,25 ponto e 0,30%, cotado a US$ cents 418,75/bushel; o vencimento de setembro subiu 0,50 ponto e 0,12%, a US$ cents 427,50/bushel.

Os preços do cereal chegaram a cair mais de 1% durante a manhã, mas acabaram ganhando força, sustentados pela demanda internacional aquecida.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou mais cedo que as inspeções de milho para exportação somaram 1,911 milhão de toneladas na semana encerrada em 4 de junho, volume superior ao registrado na semana anterior (1,750 milhão de toneladas) e no mesmo período do ano passado (1,729 milhões de toneladas). As projeções do mercado iam de 1,200 a 1,900 milhão de toneladas.

Além disso, exportadores relataram ao USDA uma venda de 103 mil toneladas de milho para o Japão, sendo 40 mil toneladas programadas para serem entregues no ano comercial 2025/26 e 63 mil toneladas em 2026/27.

Daqui a pouco, o Departamento publicará o boletim semanal com os estágios e condições das lavouras norte-americanas. O plantio da safra 2026/27 se encontra em fase derradeira no Corn Belt, com o mercado atento às condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), são esperadas pancadas de chuva e trovoadas em grande parte da região produtora de milho no início desta semana. “A umidade que flui para o norte sobre o Vale do Mississippi produzirá pancadas de chuva e trovoadas com chuvas fortes no Alto e Médio Vale do Mississippi, no Vale do Ohio e no Vale do Tennessee”, disse o NWS.

Também deu suporte às cotações o enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais – com o DXY cedendo cerca de 0,15% durante as negociações – e a valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, o início da colheita da segunda safra no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.