O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (1º) em moderada baixa de 3,50 pontos e 0,76%, cotado a US$ cents 454,25/bushel; o vencimento de julho recuou 3,25 pontos e 0,69%, a US$ cents 465,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 1,68% e 1,80%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol à base de milho. Nos dois últimos dias, ganhou força a perspectiva de que o conflito no Oriente Médio pode estar próximo do fim, conforme sinalizado por líderes dos Estados Unidos e do Irã.
A Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção de etanol no país norte-americano foi de 1,075 milhão de barris por dia (bpd) na semana encerrada em 27 de março, volume inferior aos 1,116 milhão de bpd registrados na semana anterior.
Também pesou sobre as cotações o aumento dos estoques norte-americanos de milho. Dados divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que o volume armazenado do cereal somava 229,23 milhões de toneladas na posição 1º de março, volume bem acima das 206,95 milhões de toneladas registradas há um ano.
Para a temporada 2026/27 dos EUA, cujo plantio deve começar em breve, o USDA aponta que produtores reduzirão a área semeada com milho e aumentarão a de soja.
No Brasil, o foco incide sobre o desenvolvimento da segunda safra, que responde por mais de 80% da oferta brasileira de milho. Somando com a safra de verão, a DATAGRO projeta uma produção de 144 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume recorde e 1% acima do colhido no ciclo anterior.
Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, também com expectativa de produção recorde. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) estima 57 mi de t, contra 52 mi de t do USDA.