O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (14) em leve queda de 0,49%, cotado a R$ 67,30/saca; o vencimento de julho anotou recuo moderado de 0,89%, a R$ 67,72/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,14% a R$ 4,98. Por outro lado, maiores perdas foram limitadas pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

O mercado também repercutiu dados de exportação divulgados ontem (13) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes aos primeiros 8 dias úteis de abril.

Conforme analisado pela DATAGRO Grãos, o Brasil exportou 212,7 mil toneladas do cereal no período, volume acima das 85,1 mil toneladas embarcadas na semana anterior. No acumulado do ano comercial 2026/27, iniciado em 1º de fevereiro, os embarques do cereal somam 2,833 milhões de toneladas, ante 2,423 milhões de toneladas no mesmo recorte da temporada passada.

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já a colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento na comparação com o mesmo período do ano passado e a média dos últimos anos. A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, os bloqueios no Estreito de Ormuz por parte da Marinha dos Estados Unidos contra embarcações que tenham como destino ou origem os portos iranianos. O país persa é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.