O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (17) em alta moderada de 0,66%, cotado a R$ 68,88/saca. O vencimento de novembro avançou de 0,62%, a R$ 72,70/sc.
Na semana, os futuros acumularam amplos ganhos de 2,42% e 2,81%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram beneficiados pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).
Ademais, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, também contribuiu para o viés positivo. Próximo ao fim das negociações, o dólar subia 0,20% a R$ 5,10.
Os agentes do mercado também acompanharam o progresso da colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil.
Segundo dados da DATAGRO Grãos, coletados até a última sexta-feira (10), os trabalhos de campo atingiram 36,7% da área projetada, após um avanço semanal de 10,6 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 42,4%; na média dos últimos cinco anos, em 41,1%.
A DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.
No radar, os investidores também monitoram a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 62,2% da área cultivada, após avançar 5,8 pontos percentuais em uma semana, segundo levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).