Milho finaliza o dia com recuo moderado na Bolsa Brasileira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quarta-feira (10) em moderada baixa de 0,86%, cotado a R$ 64,69/saca. O vencimento de setembro caiu 0,98%, a R$ 66,80/sc. Na semana, os futuros ampliaram suas perdas: com quedas acumuladas de 2,21% e de 2,91%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pelo recuo do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,15% a R$ 5,16.

A desvalorização do spot do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuiu para o viés negativo.

No campo, os investidores seguem monitorando a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, que atingiu 3,3% da área projetada, após um avanço semanal de 2,2 pontos percentuais, conforme mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (5). Mato Grosso e o Paraná lideram os esforços de colheita.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.