O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta segunda-feira (27) em expressiva baixa de 2,03%, cotado a R$ 69,15/saca; o vencimento de novembro anotou recuo de 2,07%, a R$ 73,35/sc.

Neste pregão, os preços internos sofreram pressão pela forte queda de mais de 2,5% dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

No entanto, maiores perdas foram limitadas pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro negociado no mercado internacional. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar avançava 0,57% a R$ 5,10.

Dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 561,2 mil toneladas na semana encerrada em 24 de julho, volume ficou 110,2% acima das 267,0 mil toneladas embarcadas na semana anterior.

Porém, o montante ainda segue bem abaixo da média semanal – de 1,427 mi de t – necessária para alcançar a projeção total da DATAGRO Grãos para as exportações no ano comercial 2026/27.

Os embarques brasileiros do cereal tendem a ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha avança no Centro-Sul do Brasil.

Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até o dia 10 deste mês mostra que os trabalhos já ultrapassaram 50% da área cultivada, ritmo abaixo da temporada passada e inferior à média plurianual.

DATAGRO Grãos projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.