O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quarta-feira (29) em baixa moderada de 0,60%, cotado a R$ 69,99/saca, com recuo semanal acumulado de 0,84%. O vencimento de novembro recuou 0,73%, a R$ 74,80/sc, com desvalorização de 0,13% na semana.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pelo amplo recuo dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
A desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade das exportações brasileiras do cereal, também contribuiu para o viés negativo. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,23% a R$ 5,10.
Quanto aos trabalhos de campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 61,5% da área projetada, após um avanço semanal de 11,2 pontos percentuais, segundo o acompanhamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (24).
No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 69,1%; na média dos últimos cinco anos, em 62,6%.
A DATAGRO projeta que o Brasil irá colher um pouco mais de 115 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 2% menor na comparação com a temporada 2024/25, mas que deve ser compensado pela safra recorde colhida no verão.