Milho finaliza com ganhos nesta 5ª feira na B3

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (6) em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 68,42/saca. O vencimento de novembro avançou 0,55%, a R$ 73,40/sc. Na parcial semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas de 1,13% e 0,68%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela alta dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). No entanto, maiores ganhos foram limitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,45% a R$ 5,10.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou há pouco que foram exportadas 595,3 mil toneladas de milho na semana encerrada em 31 de julho, volume 6,1% acima das 561,2 mil toneladas embarcadas na semana anterior, mas ainda 59,2% abaixo da média semanal necessária (1,458 milhão de toneladas) para alcançar o total projetado para a temporada 2026/27.

Os investidores também se mantiveram atentos ao avanço da colheita da safra 2025/26 de milho de inverno no Centro do Sul do Brasil.

De acordo com o acompanhamento da DATAGRO Grãos, até a última sexta-feira (31), os trabalhos alcançaram 69,6% da área projetada, após um avanço semanal de 8,1 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 79,3% da área, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 70,6%.

No radar, o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília divulgou hoje sua nova projeção de que o Brasil deverá produzir 139 milhões de toneladas de milho na safra 2026/27, volume ligeiramente inferior às 139,5 milhões de toneladas estimadas para o ciclo 2025/26.