O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quarta-feira (3) em forte alta de 1,27%, cotado a R$ 65,38/saca. O vencimento de setembro avançou 1,85%, a R$ 68,20/sc.

Na semana, os futuros seguem em direções opostas: com queda de 0,06% e alta de 0,15%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela valorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar subia 1,28% a R$ 5,07.

Quanto à demanda internacional, segundo os dados definitivos divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 249 mil toneladas de milho em maio de 2026, volume 572% acima do registrado no mesmo mês de 2025 (37 mil t).

No entanto, a baixa dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, limitou maiores ganhos.

No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 teve início no Centro-Sul do Brasil, atingindo 1,1% da área projetada, mostra o levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (29).

O ritmo dos trabalhos se encontra levemente atrás do observado no mesmo período do ano passado (1,3%) e abaixo da média das últimas cinco safras (1,4%). Até o momento, as atividades de campo tiveram início apenas nos estados do Mato Grosso e do Paraná, onde a colheita chegou a 2,0% e 0,5%, nesta ordem.

A estimativa da DATAGRO Grãos é de que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que resultaria numa produção combinada de 141,3 milhões de toneladas na temporada 2025/26, tendo em vista que foram colhidas 28,9 milhões de toneladas na safra de verão. O volume é 1% menor do que o registrado na safra 2024/25 (143,3 mi de t).

Amanhã (4), devido à celebração do Corpus Christi ponto facultativo em diversas capitais do país, as negociações estarão suspensas na B3. As operações na Bolsa Brasileira serão retomadas nesta sexta-feira (5).