O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (3) em forte baixa de 1,46%, cotado a R$ 67,00/saca. O vencimento de novembro anotou moderado recuo de 0,84%, a R$ 70,50/sc. Na semana, os futuros acumularam perdas de 1,41% e 0,70%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,75%, a R$ 5,16.
A sessão foi de menor liquidez devido à falta de referência dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). As negociações estiveram suspensas hoje nos Estados Unidos em virtude do Feriado da Independência.
Dados divulgados mais cedo pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 434 mil toneladas de milho em junho de 2026, volume superior ao registrado em maio (249 mil t) e 18% acima do mesmo mês de 2025 (367 mil t).
O mercado segue atento à colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil.
Dados coletados pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (26) mostra que os trabalhos alcançaram 18,6% da área cultivada, após um avanço semanal de 6,9 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, o colheita estava em 17,6%; na média dos últimos cinco anos, em 19,8%.