Nesta sexta-feira (10), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou em baixa moderada de 0,52%, cotado a R$ 68,27/saca, com desvalorização semanal acumulada de 4,81%. O vencimento de julho caiu na mesma intensidade, a R$ 68,60/sc, fechando a semana com perda de 3,67%.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 1,09% a R$ 5,00.
A queda dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuiu para o viés negativo.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil. Além das precipitações, o início do mês foi marcado pela formação de um ciclone extratropical no Sul do país.
Já o milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 65,6% da área cultivada, após avançar 7,2 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3). No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam em 76,9%; na média dos últimos cinco anos, em 72,1%.
A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, a informação que a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 5 mi de t, para 67 mi de t. O país é o terceiro maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos EUA e do Brasil.