O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (20) em moderada baixa de 4,25 pontos e 0,90%, cotado a US$ cents 465,50/bushel, com perda acumulada de 0,37% na semana. O vencimento de julho recuou 4,00 pontos e 0,83%, a US$ cents 476,00/bushel – desvalorização semanal de 0,47%.
Neste pregão, os preços do milho acompanharam a queda generalizada do complexo grãos em Chicago, liderada pelo trigo, que caiu mais de 2%. Além disso, repercutiu o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY subindo 0,40% próximo ao encerramento das negociações na CBOT.
Limitando maiores perdas, o petróleo avançou no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Com o início da safra 2026/27 dos EUA relativamente distante, o mercado se encontra também com as atenções voltadas para a América do Sul.
Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 chegou a 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde os rendimentos são satisfatórios. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires segue sustentando sua estimativa de 57 milhões de toneladas, acima das 52 mi de t projetadas pelo USDA.
No Brasil, o plantio da segunda safra entra em reta final, alinhado com a média dos últimos anos. As chuvas de abril serão determinantes para definir o real tamanho da safrinha, que responde por mais de 80% da oferta brasileira.
Já a colheita do milho de verão ainda não alcançou metade da área cultivada, atrasada na comparação com a temporada passada e a média dos últimos anos.