Milho finaliza a 6ª feira em direções opostas na B3

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (12) em leve baixa de 0,28%, cotado a R$ 64,06/saca. Por outro lado, o vencimento de setembro avançou 0,56%, a R$ 66,83/sc.

Na semana, os vencimentos de julho e setembro acumularam perdas de 3,16% e 3,23%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pelo recuo moderado do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado a exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,75% a R$ 5,06.

No campo, os investidores seguem monitorando a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, que atingiu 3,3% da área projetada, após um avanço semanal de 2,2 pontos percentuais, conforme mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (5). Mato Grosso e o Paraná lideram os esforços de colheita.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.

No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

No radar, os agentes do mercado acompanham o progresso da colheita da safra 2025/26 do cereal da Argentina, que já alcançou 43,6% da área cultivada, após avançar 3,0 pontos percentuais em uma semana, segundo dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).